As Direções de Pesquisa em Odontologia Especializada que Vão Mudar Sua Prática

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**AI-Powered Precision in Dental Diagnostics:** A modern dentist stands confidently next to a large, translucent holographic display showcasing a highly detailed 3D rendering of a patient's jaw and teeth. Overlaid on the 3D model are glowing, intricate patterns and highlighted areas, representing AI algorithms detecting early lesions, bone density changes, and optimized implant placement. The clinic environment is sleek, bathed in soft, diffused light, emphasizing advanced technology and the seamless integration of artificial intelligence for precise diagnosis and treatment planning. *Style: Futuristic, photorealistic, high detail, medical technology.*

A odontologia, como bem sabemos, é um campo que nunca para de evoluir. Lembro-me bem de quando as grandes novidades pareciam se resumir a novos materiais restauradores.

Mas, honestamente, nos últimos anos, o ritmo da mudança acelerou de uma forma que me deixa genuinamente empolgado. Observando o que a pesquisa tem apontado, percebo que estamos à beira de uma revolução, especialmente no que tange às especialidades e suas direções futuras, moldando o perfil do profissional de amanhã.

Sinto na pele, no dia a dia da prática clínica e nas discussões com colegas, que a inteligência artificial não é mais apenas uma ficção científica; ela já está moldando desde o diagnóstico por imagem até o planejamento de implantes com uma precisão que, confesso, antes era inimaginável.

Além disso, a odontologia digital, com os avanços em scanners intraorais e impressoras 3D, está literalmente transformando a forma como criamos próteses e até mesmo guias cirúrgicos.

É como ter um laboratório inteiro na ponta dos dedos, agilizando processos e melhorando a experiência do paciente de uma maneira impressionante. Não posso deixar de mencionar a teleodontologia, que ganhou um impulso tremendo, especialmente nos últimos tempos.

A capacidade de fazer um acompanhamento remoto ou uma triagem inicial sem que o paciente precise se deslocar é algo que otimiza nosso tempo e facilita o acesso à saúde bucal.

E, claro, as apostas no futuro apontam para a medicina regenerativa, onde a possibilidade de “reconstruir” tecidos perdidos ou danificados promete ser a grande virada, talvez a próxima fronteira a ser explorada de forma mais ampla em nossas clínicas.

Minha intuição diz que a pesquisa nessa área vai nos levar a tratamentos muito menos invasivos e mais focados na capacidade natural de recuperação do corpo.

Vamos descobrir com precisão.

A Revolução da Inteligência Artificial no Diagnóstico e Planejamento

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Eu me lembro, com uma clareza que me surpreende, de como as primeiras discussões sobre inteligência artificial na odontologia soavam como algo saído de um filme de ficção científica.

Hoje, vivencio essa realidade diariamente, e posso dizer, sem sombra de dúvidas, que a IA não é mais uma promessa distante, mas uma ferramenta poderosa que já está redefinindo o nosso fluxo de trabalho.

Observar como algoritmos avançados conseguem analisar radiografias e tomografias com uma precisão que, francamente, por vezes supera a do olho humano mais experiente, é algo que me deixa ao mesmo tempo maravilhado e desafiado a aprimorar minhas próprias habilidades.

A IA consegue identificar lesões incipientes, padrões de reabsorção óssea e até mesmo anomalias que, no passado, poderiam facilmente passar despercebidas, especialmente em casos complexos onde a sobreposição de estruturas dificultava a visualização.

Isso não apenas otimiza o tempo de diagnóstico, mas, mais importante, eleva a qualidade do tratamento oferecido ao paciente, permitindo intervenções mais precoces e menos invasivas.

1. Otimização do Diagnóstico por Imagem e Detecção Precoce

A inteligência artificial tem um papel fundamental naprimorando o diagnóstico por imagem. Ferramentas baseadas em IA são capazes de analisar uma quantidade massiva de dados de imagens odontológicas em tempo recorde, detectando padrões e anomalias que o olho humano poderia levar horas para identificar ou, em alguns casos, até mesmo deixar passar.

Minha experiência pessoal com alguns softwares experimentais me mostrou que a IA pode, por exemplo, apontar sinais precoces de cárie oculta, fraturas hairline em restaurações antigas ou até mesmo mudanças sutis na densidade óssea que indicam um risco de doença periodontal antes que os sintomas clínicos se manifestem plenamente.

Isso nos permite intervir muito mais cedo, muitas vezes com procedimentos mais simples e conservadores, que são infinitamente melhores para o paciente.

É como ter um segundo par de olhos, incrivelmente rápido e detalhista, sempre à disposição para conferir cada imagem.

2. Planejamento de Tratamentos e Previsibilidade de Resultados

No campo do planejamento de tratamentos, a IA é um verdadeiro divisor de águas. Ela permite simulações complexas de procedimentos, como a instalação de implantes dentários ou a movimentação ortodôntica, com um grau de previsibilidade que antes era impensável.

Eu me lembro de horas e horas gastas na visualização e medição manual de modelos e radiografias para planejar um caso de implante. Hoje, com a IA, consigo carregar os dados de escaneamento e tomografia, e o software projeta a posição ideal do implante, considerando a densidade óssea, a proximidade com estruturas anatômicas vitais e até mesmo a carga oclusal.

É possível visualizar o resultado final em 3D antes mesmo de tocar na broca. Isso não só aumenta a segurança do procedimento, minimizando riscos de erros, mas também nos dá uma confiança absurda ao apresentar o plano ao paciente, que consegue ver e entender exatamente o que será feito e o resultado esperado.

É uma verdadeira co-criação com a tecnologia, onde a minha expertise humana se une à precisão da máquina.

Odontologia Digital: Da Impressão 3D à Experiência do Paciente

Se a IA é o cérebro, a odontologia digital é o corpo que executa. É fascinante ver como os avanços tecnológicos transformaram completamente a maneira como trabalhamos no dia a dia.

Lembro-me da época em que a moldagem convencional era um ritual, muitas vezes desconfortável para o paciente, e que envolvia múltiplas etapas e materiais com cheiros fortes.

Hoje, os scanners intraorais mudaram tudo isso. A facilidade, a rapidez e, principalmente, o conforto para o paciente ao ter a boca escaneada em poucos minutos, sem o uso de bandejas e massas, é algo que eles valorizam imensamente.

E o melhor de tudo é a precisão digital que se consegue, eliminando distorções e imperfeições que eram comuns nos modelos de gesso. Eu senti na pele a diferença que faz um trabalho com base em dados digitais limpos e exatos, que permitem a fabricação de restaurações, próteses e alinhadores com um encaixe perfeito.

É um salto gigantesco na qualidade final do nosso serviço.

1. Escaneamento Intraoral e Modelagem 3D

O escaneamento intraoral é, para mim, um dos pilares da odontologia digital contemporânea. A capacidade de criar um modelo 3D digital da boca do paciente em tempo real, sem a necessidade de materiais de moldagem que provocam náuseas em alguns, é algo que transformou a experiência na cadeira do dentista.

Quando vejo a imagem tridimensional da arcada do paciente na tela, consigo explicar com muito mais clareza as necessidades do tratamento, mostrando detalhes que antes seriam impossíveis de visualizar em um espelho ou em um modelo de gesso simples.

Além disso, essa tecnologia permite o armazenamento digital dos dados, facilitando o acompanhamento de mudanças ao longo do tempo e a comunicação com laboratórios protéticos, que recebem arquivos digitais e não mais modelos físicos que podem quebrar ou se perder.

É um ganho de eficiência e precisão que impacta diretamente a longevidade dos trabalhos que entregamos.

2. Impressão 3D e Fresagem: Fabricação Personalizada no Consultório

E se o escaneamento é o input, a impressão 3D e a fresagem CAD/CAM são o output que fecha o ciclo da odontologia digital. A possibilidade de projetar uma restauração, uma coroa ou até mesmo um guia cirúrgico no computador e fabricá-lo na hora, dentro do próprio consultório, é uma realidade que me empolga muito.

Já tive a satisfação de cimentar uma coroa no mesmo dia em que iniciei o preparo, algo impensável há alguns anos. Isso significa menos visitas para o paciente, menos tempo de espera por trabalhos protéticos e um controle de qualidade muito maior sobre todo o processo.

Para o paciente, significa conveniência e menos estresse. Para mim, como profissional, é a garantia de um trabalho com adaptação e estética impecáveis, já que tenho total controle sobre as etapas de design e fabricação.

Teleodontologia e o Acesso Ampliado à Saúde Bucal

A teleodontologia, que parecia uma solução para tempos de crise, mostrou-se uma ferramenta valiosíssima para otimizar o acesso à saúde bucal e a gestão do tempo, tanto do profissional quanto do paciente.

No início, confesso, eu tinha minhas dúvidas sobre a eficácia de consultas à distância, especialmente em uma área tão manual como a nossa. Mas a realidade me provou o contrário.

A capacidade de realizar triagens iniciais, acompanhamentos pós-operatórios simples, ou mesmo orientações de higiene e prevenção por videochamada, é algo que alivia a pressão sobre a agenda do consultório e oferece comodidade para quem mora longe ou tem dificuldade de locomoção.

É um recurso que democratiza o acesso e que, usado com bom senso e ética, complementa de forma exemplar o atendimento presencial. Sinto que a teleodontologia veio para ficar, não como um substituto, mas como um braço estendido do cuidado odontológico.

1. Consultas Virtuais e Triagem Remota

As consultas virtuais se tornaram um recurso surpreendentemente eficaz para a triagem e o primeiro contato com o paciente. Já realizei diversas chamadas onde pude avaliar a queixa principal, observar a situação geral da cavidade bucal (dentro do possível com uma câmera de celular) e, a partir daí, orientar o paciente sobre os próximos passos.

Isso evita deslocamentos desnecessários e otimiza o tempo de todos. Para mim, como dentista, permite uma pré-avaliação que agiliza o atendimento presencial quando este se faz necessário, pois já tenho uma ideia do problema.

Para o paciente, é um alívio saber que pode tirar dúvidas, receber orientações sobre uma dor súbita ou avaliar a necessidade de uma emergência sem sair de casa.

É uma forma de acolhimento que constrói um elo de confiança logo no primeiro contato.

2. Monitoramento Pós-operatório e Orientações à Distância

O monitoramento pós-operatório é outra área onde a teleodontologia brilhou. Para casos mais simples, onde o paciente tem dúvidas sobre a cicatrização, a presença de inchaço ou o uso de medicamentos, uma rápida videochamada pode resolver o problema e tranquilizar o paciente, evitando uma visita desnecessária ao consultório.

Isso é especialmente útil para pacientes que moram em cidades vizinhas ou em áreas rurais, que teriam de gastar tempo e dinheiro com o deslocamento. Sinto uma satisfação imensa em poder dar esse suporte remoto e ver que o paciente se sente cuidado mesmo à distância.

É um complemento valioso que mostra a flexibilidade da nossa profissão em se adaptar às necessidades modernas.

A Promessa da Medicina Regenerativa e Biotecnologia

Se há algo que me faz sonhar acordado sobre o futuro da odontologia, é a medicina regenerativa. A ideia de que podemos, um dia, não apenas reparar, mas “reconstruir” tecidos perdidos ou danificados, utilizando as próprias capacidades do corpo ou tecnologias avançadas de biotecnologia, é algo que me fascina profundamente.

Lembro-me de quando o foco era apenas na substituição de dentes perdidos por implantes ou na restauração de dentes cariados. Agora, a conversa se move para a possibilidade de regenerar esmalte, dentina, osso alveolar e até mesmo a polpa dentária.

Isso mudaria radicalmente a abordagem de muitas doenças, transformando tratamentos invasivos em procedimentos minimamente intervencionistas, que estimulam a própria capacidade de cura do paciente.

1. Terapias Celulares e Engenharia Tecidual

As terapias celulares e a engenharia tecidual são as estrelas da medicina regenerativa. A pesquisa atual foca na utilização de células-tronco, seja do próprio paciente ou de outras fontes, para estimular o crescimento de novos tecidos.

Imagine poder restaurar o osso perdido devido à doença periodontal sem a necessidade de enxertos complexos, ou até mesmo regenerar uma polpa dentária danificada, evitando um tratamento de canal.

Eu já acompanhei alguns estudos preliminares e confesso que a possibilidade de, por exemplo, induzir o crescimento de novo ligamento periodontal em casos avançados de periodontite é algo que me enche de esperança.

Não estamos mais falando apenas de reparar o que está quebrado, mas de fazer o corpo “construir” o que foi perdido, com a ajuda de um empurrãozinho biotecnológico.

É um horizonte de possibilidades que mal consigo começar a explorar em palavras.

2. Novas Biomateriais e Bioengenharia para Reparo Oral

A inovação em biomateriais é a base para que a medicina regenerativa se torne uma realidade mais acessível. Não se trata apenas de substituir, mas de mimetizar a biologia natural do corpo.

Estamos vendo o desenvolvimento de materiais que não são apenas inertes, mas que interagem com o corpo, estimulando a regeneração. Penso em membranas bioativas para guiamento de regeneração óssea ou em materiais que liberam fatores de crescimento para acelerar a cicatrização.

A bioengenharia está nos dando ferramentas para criar scaffolds (arcabouços) que servem como “andaimes” para que as células cresçam e organizem novos tecidos.

É como se estivéssemos dando ao corpo o manual de instruções para se curar de forma mais eficiente. Acredito que esta área trará as maiores revoluções na prática clínica nos próximos 10 a 20 anos.

Tecnologia/Conceito Impacto na Odontologia Benefício para o Paciente
Inteligência Artificial (IA) Diagnóstico precoce e preciso, planejamento otimizado. Tratamentos mais eficazes, menor chance de complicações.
Odontologia Digital (Scanners, Impressão 3D) Fluxo de trabalho mais rápido, fabricação personalizada. Conforto durante o procedimento, peças mais adaptadas e estéticas.
Teleodontologia Acesso ampliado, triagem e monitoramento remoto. Conveniência, economia de tempo e custo, acesso a especialistas.
Medicina Regenerativa Reparo e regeneração de tecidos perdidos. Tratamentos menos invasivos, recuperação natural do corpo.
Odontologia Integrativa Abordagem holística da saúde bucal. Bem-estar geral, tratamento da causa e não apenas do sintoma.

A Odontologia Integrativa e o Cuidado Holístico

Por muito tempo, a odontologia foi vista de forma compartimentada, focada apenas na boca, como se ela fosse uma ilha separada do resto do corpo. Mas, honestamente, eu sinto que essa visão está se desfazendo e, para mim, é um avanço natural e necessário.

A odontologia integrativa reconhece que a saúde bucal está intrinsecamente ligada à saúde geral do indivíduo. É impossível tratar uma doença periodontal grave sem considerar fatores sistêmicos como diabetes, estresse ou nutrição.

Minha experiência me mostra que os pacientes que recebem uma abordagem mais holística, que considera seus hábitos de vida, alimentação, saúde mental e outras condições médicas, respondem muito melhor aos tratamentos e mantêm resultados mais duradouros.

Não se trata apenas de consertar um dente, mas de entender a pessoa por trás da boca e trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde, quando necessário, para promover um bem-estar completo.

É uma mudança de paradigma que valoriza o paciente como um todo.

1. Conexão Saúde Bucal-Saúde Geral

A pesquisa científica tem fortalecido cada vez mais a conexão entre a saúde bucal e a saúde geral. Doenças periodontais, por exemplo, não são apenas um problema local; elas têm sido associadas a condições sistêmicas como doenças cardiovasculares, diabetes e até mesmo Alzheimer.

Eu sempre faço questão de explicar isso aos meus pacientes, mostrando que a higiene bucal não é só para ter um sorriso bonito, mas é um pilar da saúde como um todo.

Entender essa interconexão me permite oferecer um cuidado muito mais completo, onde não apenas trato os sintomas na boca, mas também oriento sobre a importância de hábitos saudáveis que impactam o corpo inteiro.

É como se a boca fosse um espelho do que acontece dentro de nós, e eu me sinto mais preparado para ler esses sinais.

2. Abordagem Multidisciplinar e Bem-estar do Paciente

A odontologia integrativa me leva a pensar em uma abordagem mais colaborativa. Em casos complexos, não hesito em conversar com o médico do paciente, com o nutricionista ou com o fisioterapeuta.

Essa troca de informações e essa visão multidisciplinar só trazem benefícios. Por exemplo, um paciente com dores na articulação temporomandibular (ATM) pode se beneficiar não só do tratamento odontológico, mas também de fisioterapia ou de técnicas de gerenciamento de estresse.

Meu objetivo é o bem-estar completo do paciente, e isso significa ir além da cavidade bucal, buscando soluções que impactem positivamente sua qualidade de vida.

É gratificante ver como essa visão mais ampla se traduz em resultados mais satisfatórios e pacientes mais felizes e saudáveis.

Desafios e Oportunidades na Formação do Futuro Dentista

Acompanhar todas essas mudanças me faz pensar constantemente na formação dos novos profissionais. A verdade é que a faculdade de odontologia de hoje precisa preparar um profissional muito diferente daquele que eu fui há alguns anos.

Não basta mais ter uma excelente habilidade manual; o dentista do futuro precisa ser um verdadeiro integrador de tecnologias, um pensador crítico capaz de analisar dados complexos e, acima de tudo, um ser humano empático que saiba se comunicar e entender as necessidades de um paciente cada vez mais informado e exigente.

Sinto que o maior desafio é justamente conciliar o ensino das bases tradicionais e fundamentais da nossa profissão com a avalanche de inovações que surgem a cada dia.

Mas é também a maior oportunidade: formar profissionais mais completos, mais eficientes e mais conectados com a realidade do século XXI.

1. Necessidade de Novas Habilidades Tecnológicas e de Análise de Dados

O dentista de amanhã precisará dominar não apenas as técnicas clínicas, mas também as tecnologias digitais. Isso significa entender de softwares de CAD/CAM, saber operar scanners intraorais, e ter noções de como a inteligência artificial funciona para interpretar seus resultados.

Além disso, a capacidade de analisar dados se tornará crucial. Com a quantidade de informações geradas por esses sistemas, saber filtrá-las e usá-las para tomar decisões clínicas informadas será uma habilidade de ouro.

Eu mesmo, com anos de experiência, tive que me reinventar e aprender a lidar com essas novas ferramentas. É uma curva de aprendizado, mas que vale cada esforço, pois nos capacita a oferecer um cuidado de ponta.

2. Ênfase em Habilidades Interpessoais e Visão Multidisciplinar

Por mais que a tecnologia avance, a odontologia é e sempre será uma profissão de gente para gente. As habilidades interpessoais, a capacidade de comunicação e a empatia se tornam ainda mais importantes em um cenário tecnológico.

O paciente precisa se sentir ouvido, compreendido e confiante. E o dentista precisa saber explicar tratamentos complexos de forma clara, tranquilizando e engajando o paciente no processo.

Além disso, a visão multidisciplinar, que mencionei anteriormente, exige que o profissional esteja aberto a colaborar com outras áreas da saúde, trocando conhecimentos e construindo pontes.

Acredito que essa combinação de domínio tecnológico e humanidade é o que definirá o sucesso do dentista no futuro.

Sustentabilidade e Inovação Ambiental na Prática Odontológica

Um tema que cada vez mais me toca e que vejo crescer em importância na nossa área é o da sustentabilidade. Por muito tempo, as clínicas odontológicas operaram sem dar a devida atenção ao impacto ambiental dos resíduos, do consumo de água e energia, ou da escolha de materiais.

Mas, hoje, percebo uma mudança de mentalidade, impulsionada por uma consciência ambiental global. Acredito firmemente que a odontologia do futuro será uma odontologia mais verde, que busca minimizar sua pegada ecológica sem comprometer a qualidade do atendimento.

Eu me sinto responsável por fazer a minha parte e busco constantemente novas formas de tornar meu consultório mais sustentável, desde a escolha de produtos biodegradáveis até a implementação de práticas de reciclagem e o uso consciente de recursos.

É um desafio, claro, mas que traz um retorno imenso em termos de responsabilidade social e, para ser sincero, até mesmo de otimização de custos a longo prazo.

1. Redução de Resíduos e Reciclagem em Clínicas

A gestão de resíduos em uma clínica odontológica é complexa, com muitos materiais descartáveis e potenciais contaminantes. No entanto, há um movimento crescente para a redução e reciclagem.

A adoção de tecnologias digitais, por exemplo, já diminui o uso de materiais de moldagem, de gesso e de filmes radiográficos, que geram bastante lixo.

Além disso, a separação correta de resíduos, a parceria com empresas especializadas em descarte de produtos químicos e a busca por alternativas mais sustentáveis em itens de uso diário são passos cruciais.

Eu me sinto feliz em ver consultórios investindo em programas de reciclagem de jalecos descartáveis e outros itens que antes iriam direto para o lixo.

É um esforço conjunto que faz a diferença para o nosso planeta.

2. Materiais Biodegradáveis e Fontes de Energia Renováveis

O desenvolvimento de novos materiais odontológicos também está sendo guiado por princípios de sustentabilidade. Estamos vendo o surgimento de produtos biodegradáveis para uso em procedimentos ou de embalagens que geram menos impacto ambiental.

A pesquisa e a indústria estão atentas a essa demanda crescente por soluções mais ecológicas. Além disso, a busca por fontes de energia renováveis para alimentar as clínicas, como painéis solares, é uma tendência que me anima muito.

Embora ainda não seja uma realidade para todos, a perspectiva de operar um consultório que é autossustentável em termos energéticos é inspiradora. Acredito que esses pequenos e grandes passos nos levam a uma odontologia mais consciente e responsável para as futuras gerações.

Para Concluir

Ao olharmos para o horizonte da odontologia, fica evidente que estamos diante de uma revolução impulsionada por tecnologia e uma visão mais holística. A fusão da inteligência artificial, da odontologia digital, da teleodontologia e da medicina regenerativa não é apenas sobre procedimentos, mas sobre elevar a qualidade de vida dos nossos pacientes.

Sinto que o futuro da nossa profissão é incrivelmente promissor, exigindo de nós, profissionais, adaptabilidade e uma paixão renovada pelo cuidado. É um futuro onde a precisão tecnológica se une à empatia humana, criando uma experiência odontológica sem precedentes. Que sigamos nessa jornada de inovação, sempre com o foco no bem-estar de cada sorriso.

Informações Úteis para Saber

1. Procure um dentista que esteja atualizado com as novas tecnologias. Profissionais que investem em IA e odontologia digital tendem a oferecer tratamentos mais precisos e eficientes.

2. Não hesite em perguntar sobre as opções digitais disponíveis, como o escaneamento intraoral. Elas proporcionam mais conforto e agilidade ao seu atendimento, substituindo as moldagens tradicionais.

3. A teleodontologia pode ser uma excelente ferramenta para triagens rápidas, dúvidas pós-operatórias ou orientações iniciais, economizando tempo e deslocamento. Verifique se o seu dentista oferece essa modalidade.

4. Mantenha-se informado sobre os avanços na medicina regenerativa. Em breve, poderemos ter tratamentos menos invasivos para problemas que hoje exigem procedimentos mais complexos.

5. Lembre-se que a saúde bucal está intrinsecamente ligada à sua saúde geral. Uma abordagem odontológica integrativa considera seu bem-estar completo, promovendo resultados mais duradouros e uma vida mais saudável.

Pontos Chave em Resumo

A odontologia do futuro é moldada pela Inteligência Artificial para diagnósticos precisos e planejamento otimizado, pela Odontologia Digital para maior conforto e eficiência na fabricação de restaurações, pela Teleodontologia que amplia o acesso e facilita o monitoramento, e pela Medicina Regenerativa que promete revolucionar o reparo tecidual. Além disso, a Odontologia Integrativa foca no bem-estar holístico do paciente. Para os profissionais, a necessidade é de unir habilidades tecnológicas com empatia e uma visão multidisciplinar, sempre buscando práticas sustentáveis.

Perguntas Frequentes (FAQ) 📖

P: Com todo esse avanço da inteligência artificial e da odontologia digital, como isso realmente se traduz no nosso dia a dia clínico?

R: Olha, para mim, o impacto é palpável, direto na cadeira do paciente. No começo, eu confesso que via com certa desconfiança, achando que seria mais uma “moda”, mas hoje, ver a IA auxiliando em diagnósticos por imagem com uma precisão que eu, na minha época de faculdade, nem sonhava, é algo que otimiza muito o tempo e nos dá uma segurança incrível.
E a odontologia digital, então? Ter um scanner intraoral que me permite moldar sem a bagunça do gesso e enviar o arquivo para uma impressora 3D fazer a prótese ou um guia cirúrgico no consultório…
isso não é só futurista, é eficiência pura. Diminui o tempo de espera do paciente, melhora o ajuste final, e a gente consegue ter um controle muito maior sobre todo o processo.
É uma verdadeira mudança de jogo, sem exagero, que trouxe uma agilidade e uma previsibilidade que antes eram impensáveis.

P: A teleodontologia é um tema que ganhou força. Você vê isso como uma ferramenta duradoura ou mais como uma solução para emergências específicas?

R: Ah, definitivamente vejo como algo duradouro, e que bom! Durante a pandemia, claro, ela se mostrou essencial para mantermos um mínimo de contato e cuidado quando o presencial era um desafio.
Mas o que percebo agora é que ela é muito mais que isso. Por exemplo, para um acompanhamento pós-operatório simples, ou para aquele paciente que mora longe, no interior, e só precisa de uma orientação inicial sobre um incômodo que surgiu, a teleodontologia é uma mão na roda.
Evita deslocamentos desnecessários, otimiza o tempo de todo mundo – tanto o nosso quanto o do paciente – e, o mais importante, democratiza o acesso à saúde bucal.
Lembro de um caso de um paciente idoso com dificuldade de locomoção que pude orientar de casa, e ele ficou imensamente grato por não precisar sair. É um salto na comodidade e acessibilidade, e veio para ficar.

P: Entre todas as apostas para o futuro, qual área te empolga mais e por quê, especialmente pensando na medicina regenerativa?

R: Olha, todas as áreas que estão surgindo são empolgantes, cada uma com seu brilho, mas se eu tivesse que apostar minhas fichas mais pesadas, sem dúvida seria na medicina regenerativa.
Pensa comigo: hoje, muitas vezes, lidamos com a reposição do que foi perdido – um dente, um osso, um tecido mole. Mas a ideia de “reconstruir” o tecido natural do paciente, de estimular o próprio corpo a se recuperar e se regenerar…
isso é revolucionário! Imagine não precisar de um implante em certos casos, mas sim de um tratamento que regenera o osso ou a própria polpa dentária? A pesquisa nessa área está avançando a passos largos, e minha sensação é que estamos nos aproximando de tratamentos muito menos invasivos, mais biológicos, que respeitam a capacidade inata do corpo de se curar.
É uma promessa de um futuro onde a odontologia será ainda mais conservadora e eficaz, um verdadeiro divisor de águas para a nossa profissão e, claro, para a qualidade de vida e o conforto dos nossos pacientes.
Mal posso esperar para ver isso virar rotina clínica!